Looper: Assassinos do Futuro (2012)

Padrão

Hey você amigo ranzinza que torceu o nariz quando viu o trailer de Looper: Assassinos do Futuro e apressou-se em classificá-lo como mais um filme genérico de ação! Dá aqui um abraço efusivo e divida comigo essa grata surpresa! O novo filme do diretor Rian Johnson (do ótimo Vigaristas) é MUITO superior aquele trailer medonho cheio de chavões que foi vinculado nos cinemas e, definitivamente, vale uma conferida.

Eu já confessei em outras oportunidades que eu tenho uma certa “dificuldade” com filmes que utilizam viagens no tempo. Os furos são muitos, as explicações em alguns casos são absurdas (dá dor de cabeça só de lembrar daquele Te Amarei Para Sempre) e nem sempre a história vale o esforço gasto para entender a mecânica proposta. Quando eu vi o trailer de Loopers pela primeira vez, eu pensei algo do tipo “Por que eles mandam as pessoas para o passado para serem mortas se elas poderiam perfeitamente serem assassinadas no futuro?”.

Bem, aqui há um explicação convincente. Na realidade proposta para o longa, a viagem no tempo foi criada e proibida. Claro que as regras não são respeitadas pelos bandidos e, em um mundo onde um corpo pode ser facilmente rastreado, eles enviam seus alvos para o passado para serem eliminados por homens que ficaram conhecidos como Loopers. Junto com o alvo, os bandidos enviam um generoso pagamento, de modo que os Loopers vivem uma vida de extravagâncias repletas de festas, drogas e prostitutas. Legal, né? O problema é que alguém no futuro decidiu encerrar essa espécie de contrato, ou, como dizem no filme, fechar o loop. Como isso é feito? Eles, no futuro, mandam o próprio Looper ao passado para que ele seja assassinado por ele mesmo! Joe (Joseph Gordon-Levitt) é um dos Loopers que recebem a missão de matar sua versão mais velha (Bruce Willis) e, ao falhar, vê-se envolvido em uma perseguição que poderá alterar significativamente o futuro de todos.

Hora de matar!

A aparente “bagunça” narrada acima é mais fruto da inabilidade desse que vos escreve de fazer uma sinopse clara do que um problema do filme. Looper começa lento, as explicações sobre a viagem no tempo e o modus operandi daquele mundo são convincentes e, antes dos 10 primeiros minutos, eu já havia comprado a idéia de um assassino parado no meio de uma plantação aguardando sua próxima vítima. Gostei particularmente da idéia de “fechar o loop“, quando o Looper mata a si mesmo mas recebe uma quantidade generosa de dinheiro para viver seus próximos 30 anos, momento onde ele inevitavelmente seria enviado para o passado e assassinado. Respondendo a questão óbvia “E se o Looper deixar de matar a sua versão do futuro?”, Johnson nos apresenta as consequências da quebra do “contrato” enfrentada pelo personagem do ator Paul Dano em uma sequência cruel e brutal.

Um pouco antes do meio do filme, Joe vê-se frente a frente com sua versão do futuro. Nesse momento, eu pensei que o histórico de filmes de ação do mercenário Bruce Willis pesaria e Looper transformaria-se em uma correria desenfreada repleta de tiroteios. Isso até acontece em uma cena ou  duas (até porque trata-se de um filme de ação), mas aí o filme surpreende ainda mais com uma elaborada trama que fala sobre egoísmo, amadurecimento e sacrifício. A atriz Emily Blunt entra muitíssimo bem na história como uma caipira que precisa proteger uma criança e os efeitos especiais usados em cenas cruciais da trama estão longe de serem gratuitos como o próprio trailer sugeria.

Com boas atuações, mortes violentas e um roteiro inspirado, Looper: Assassinos do Futuro foi para mim uma das melhores surpresas do ano. Ignore o poster genérico, o trailer ruim e o subtítulo nacional bisonho e dê uma chance para o filme, a campanha de divulgação desastrosa não faz justiça a esse ótimo trabalho escrito e dirigido pelo Rian Johnson.

8 X 3 = 32!

Anúncios

»

  1. Pingback: Busca Implacável (2008) « Já viu esse?

  2. tive o prazer de assistir esse filme hoje, ao contrário de você adora viagem temporal(bem ou mal executado) e esse filme foi um prato cheio.

  3. Fodastico o filme, tudo novo, bom de mais recomendo a todos, apesar da viagem no tempo o filme nao faz sua cabeça pirar com isto, trabalha muito bem os personagens e os pouco senarios que tem. bom d mais.

  4. Também achei um porre o começo do filme, quase deu vontade de ir embora, mas do meio para o fim, as coisas começam a se ligar e o filme fica até interessante. Vale a pena assistir, não é nenhum ganhador de oscar ou emmy, mas é muito bom.

  5. Este filme é incrível! Coloca os filmes de viagem no tempo em outro patamar…com uma carga dramatica incomum para filmes do gênero.
    Comparável a ele, eu lembro apenas de Os Doze Macacos, do Terry Gilliam; e o Bruce Willis também estava nesse.
    Realmente a 2ª parte do filme se desdobra em situações emocionais onde cheguei até a esquecer a premissa inicial do filme (viagem no tempo) e um cenário bucólico toma conta do filme, com um final muito bem resolvido e inteligente.
    Gostei muito do equilibrio das cenas tanto de ação/mortes quanto as dramáticas, sem muitos exageros, considerando o histórico do Bruce Willis. Mas confesso que fiquei impressionado com a criança do filme, que se envolve com o roteiro de forma impressionante.
    Um dos melhores dos últimos tempos que assisti sobre o assunto..
    Espero que venha a ser premiado, pois tem qualidades para ganhar em alguma categoria.
    Creio que é um filme que irá melhorar a medida que o revermos.

  6. Eu achei o filme MUITO BOM!
    E ao contrário da sua opinião sobre o trailer eu acho que ele tbm cumpriu seu papel de forma excelente! Hoje em dia é fácil vc ver aulguns trailers e já saber exatamente o que vai acontecer no filme. Nesse caso não! O trailer dá a premissa básica mas não revela toda a profundidade do roteiro, causando uma boa surpresa.

  7. O começo é muito bom, depois vai se arrastando um pouco, ficando ate monotomo, mas depois arregaça tudo. Apesar de algumas coisas serem bem previseis, da metade pro final do filme surpreende. E que final hein? Alguns vão dizer:”que final idiota. que final mais bobo.” Mas era aquilo ou nada. O cara teve que pensar rapido na conclusão de tudo que estava acontecendo e que iria acontecer ao redor dele e precisou fazer aquilo. Parabens aos roteirista. E que ator bom hein.

    Joseph Gordon-Levitt, está se tornando o novo ator pra filmes de acao.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s