A Casa dos Sonhos (2011)

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Todo mundo faz algo que não gosta, algumas vezes por necessidade, outras por não conseguir evitar. Eu não gosto de legumes mas procuro incluí-los na minha alimentação devido a sua importância. Por outro lado, eu coleciono experiências entediantes com filmes de terror/suspense “novos” mas simplesmente não consigo deixá-los de lado. Não gosto de sofrer e, definitivamente, não tenho tempo sobrando. O que me leva a assistir filmes como A Casa dos Sonhos, fora a necessidade de manter-me atualizado com o que está sendo produzido, é aquela inocência que me diz que “aquele filme novo pode ser tão bom quanto O Iluminado ou O Exorcista“. A decepção, nesse caso, é uma companheira constante, mas sigo tentando visto que, vez ou outra, encontro pérolas como O Nevoeiro e A Fronteira.

O escritor Will Atenton (Daniel craig) está sobrecarregado no trabalho e decide abandonar tudo para passar mais tempo com a família. Tendo comprado uma casa em uma cidadezinha do interior, ele muda-se e dá início ao que parece ser uma vida feliz. Passados alguns dias, Will descobre que o passado da casa é manchado por um assassinato brutal e, pouco a pouco, o evento macabro transforma a vida de todos ali em um verdadeiro inferno.

Mesmo que eu goste de me manter atualizado, uso certos “filtros” na hora de escolher um filme para assistir. Salvo excessões (geralmente estimuladas pela leitura de algum review elogioso, campanhas de marketing irresistíveis, credenciais ou indicações de amigos), eu não assisto, por exemplo, comédias românticas. Não que esses filmes não tenham nada a acrescentar (quase sempre não tem mesmo), mas é que há tantos trabalhos potencialmente mais promissores para serem apreciados que eles acabam sendo minha última opção. No que diz respeito ao gênero suspense, eu evito filmes como o descrito no parágrafo à cima, algo que eu classifiquei na minha mente como “suspense da casa assombrada”. Por que? Porque, até que eles provem o contrário (e quase sempre não provam), eles são sempre a mesma coisa. Abri uma excessão para A Casa dos Sonhos devido as credenciais dos envolvidos e, infelizmente, tive outra decepção.

Além de considerar positivo o saldo do ator Daniel Craig, confiei na experiência do diretor Jim Sheridan, sujeito que, através de uma proveitosa parceria com o ator Daniel Day-Lewis, realizou os ótimos Meu Pé Esquerdo e O Lutador. Um cara que trabalhou temas sérios e complexos como a deficiência física e o Exército Revolucionário Irlandês poderia realizar algo relevante dentro de um gênero/tema carente de inovações, certo? Errado, meus amigos, muito errado. Seja por preguiça, falta de criatividade ou imposição de algum produtor linha dura,Sheridan seguiu a cartilha da “casa assombrada” e fez um filme bobo e previsível cujos únicos méritos são indicar que o diretor conhece trabalhos como O Iluminado (devido algumas referências visuais, sendo a mais óbvia a imagem que lembra muito a “cena das gêmeas” do Kubrick) e o recente A Ilha do Medo (pela condução do roteiro). Personagens enigmáticos, pessoas olhando misteriosamente através de janelas e revelações do passado são as recompensas para quem aventurar-se pela 1h32min do filme. A costumeira reviravolta da história acontece cedo e de forma abrupta, o que leva o filme em uma direção diferente daquilo que estava sendo mostrado até então mas que não apresenta nada de novo para quem viu A Ilha do Medo ou Horror em Amityville. Peço desculpas pelo SPOILER involuntário mas defendo-me dizendo que, caso tu conheça os filmes citados, estou lhe ajudando a economizar tempo: fora algum caso improvável onde tu NECESSITE dele, não há problema algum em EVITÁ-LO. Tipo jiló, entendeu?

Ops, acho que já vi isso em algum lugar...

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