Um Gato em Paris (2010)

Padrão

Indicados ao Oscar de Melhor Animação em 2012: Rango, Kung Fu Panda 2, Chico e Rita, Gato de Botas e Um Gato em Paris. Ainda não vi Chico e Rita mas duvido muito que ele torne-se o meu favorito em um ano onde tivemos um camaleão dublado pelo Johnny Depp prestando homenagem à cultura pop e ao mestre Clint Eastwood. Kung Fu Panda 2 e o Gato de Botas, apesar de serem continuações e não trazerem absolutamente nada de novo, contam com personagens carismáticos e tem bons momentos suficientes para garantirem uma boa sessão. O que não dá para entender nessa lista é um filme da magnitude do As Aventuras de Tintim cedendo espaço para um trabalho tão … mediano e irregular quanto o francês Um Gato em Paris.

A trama gira em torno de um gato que durante o dia é um inocente e pacato bichano de estimação e durante a noite sai para acompanhar um exímio ladrão que vem surrupiando vários objetos de valor das casas parisienses. O tal gato mora com uma garotinha traumatizada pela perda recente do pai, um policial morto em ação ao tentar prender um ladrão de obras de arte. Quando é anunciada a exibição da famosa estatueta conhecida como Colossus em Paris, o destino desses personagens encontra-se em uma perseguição pelas ruas da cidade das luzes ofuscantes.

Acreditem: essa sinopse simples consegue ser mais complexa do que aquilo que é visto ao longo da rápida 1h10min da animação dirigida por Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol. Um Gato em Paris é um filme de crime extremamente simples e com personagens com pouco ou nenhum desenvolvimento/carisma. Os vilões comandados por Costa, o ladrão de obras de arte, lembram vagamente os personagens do Cães de Aluguel e alguns dos diálogos deles, como a “cena do carro”, remetem a passagens do Os Bons Companheiros (sendo o próprio Costa uma espécie de encarnação do Tommy DeVitto do Joe Pesci), mas nem essas boas referências os tornam menos esquecíveis após os créditos finais.

Quando olhamos para o trabalho técnico também não há muito para ser elogiado. O traço bastante infantil, com formas simples e cores vivas, não é exatamente bonito ou inovador e a trilha sonora é competente mas genérica ao simular “climas” noturnos e de mistério para o cenário de crime.

É necessário “dar um desconto” para alguns absurdos do roteiro de um filme com um gato com comportamento quase humano, mas o fôlego de atleta apresentado por Costa na sequência final é simplesmente imperdoável. O único motivo plausível para ver Um Gato em Paris é procurar conhecer todos os indicados ao Oscar, trata-se de uma animação genérica e simplória que fica pior ainda quando lembramos do trabalho caprichado resultante da parceria entre o Spielberg e o Peter Jackson.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s