30 Dias de Noite (2007)

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Teste: Qual o primeiro título que vem na sua cabeça quando tu pensa em “Filme de vampiro ruim”? Se você respondeu “Crepúsculo” ou qualquer uma de suas continuações, saiba que não é aqui que tu encontrará alguém para te contradizer, é uma resposta clichê mas completamente compreensível. Pode ser que, com o lançamento do Amanhecer Pt. 2 eu volte a compartilhar essa resposta mas, se alguém me fizesse essa pergunta AGORA, eu não hesitaria em GRITAR 30 Dias de Noite.

Antes que eu comece a organizar as palavras que formarão frases repletas de raiva, ironias e sarcasmo (ui!), saiba que o filme passa-se em uma cidade do Alaska onde, em uma determinada época do ano, o sol deixa de aparecer durante um mês, literalmente eles tem 30 dias de noite. Próximo do dia onde a luz natural acabará, eventos bizarros começam a acontecer: telefones celulares são reunidos e incinerados, cachorros são assassinados e um estranho (Ben Foster) pede um hamburger em uma lanchonete. Cru. Quando um cadáver humano junta-se a esses eventos, o xerife Eben Oleson (Josh Hartnett) inicia uma investigação que revelará um plano nefasto para atacar os habitantes da cidade durante o período da escuridão.

Que fique bem claro: Não gosto da série Crepúsculo e não pretendo de forma alguma usar esse filme para ressaltar qualquer qualidade (cadê?) que a história da Stephenie Meyer possar ter, mas algo precisa ser dito a respeito: por sua abordagem romântica claramente voltada para as mulheres, eu consigo entender porque as meninas suspiram por Bella e Edward. Não concordo mas entendo. Já quando trata-se  de 30 Dias de Noite, eu não consigo entender para qual tipo de público ele foi feito.

O diretor David Slade, que alguns anos depois (coincidência ou não) dirigiria o Eclipse, simplesmente não conseguiu imprimir à história o clima de terror e de suspense que ela precisava para funcionar. Primeiramente, não há desenvolvimento de personagens, não sabemos praticamente nada sobre eles, suas vidas e seus sonhos e, consequentemente, não conseguimos nos importar com eles. Suas mortes são sentidas tanto quanto a dos astronautas coadjuvantes do Armageddon (Perdemos o Gruber… Ok, vamos voltar ao trabalho!). Os problemas  seguem com os vampiros: saem a purpurina e o laquê do Crepúsculo e entra o molho de tomate escorrendo pela boca e as maquiagens do Marilyn Manson. Não dá medo, não assusta e não dá para levar a sério. Por último, temos as cenas de ação e a edição, ambas exemplos do que há de pior no cinema atual com cortes que impossibilitam a compreensão do que está acontecendo na tela e quebram constantemente e sem nenhuma necessidade o ritmo da narrativa.

30 Dias de Noite é chato, enfadonho, cansativo, bobo e cabeça de melão. Dentre todas as bobagens que acontecem ao longo da história, os poucos pontos positivos são a atuação do Ben Foster e uma ou outra cena gore. Pouco? Insuficiente? Desrespeitoso? Vergonhoso? Madness? Isso tudo e mais um pouco, 30 Dias de Noite é uma dessas aberrações vampirescas de Hollywood que de tempos em tempos aparecem em nossas vidas e, sem nenhum tipo de aviso amigável, sugam duas horas de nossa existência.

Saca só o nível da canastrice

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  1. Há cara! Tu viaja na maionese. Entendo que a proposta do blog é totalmente subjetiva, baseado em suas impressões pessoais (hedonismo rules!), mas tu exagera. O filme não chega a ser um clássico, uma obra-prima, mas não é ruim. Não haver desenvolvimento de personagens não é, necessariamente, um problema. Você deveria se importar com uma pessoa, mesmo não sabendo de sua vidas e de seus sonhos. Imaginei você encontrando um cara sangrando no chão e antes de ajudá-lo fazendo um pequeno questionário sobre as perspectivas pessoais do cara! Rsrsrsrsrrss… O Iluminismo falhou com você…(chupa Rousseau!). Droga cara! Temo que o processo de Rubensevaldização em suas críticas seja irreversível.
    PS. http://devir.com.br/hqs/30dias.php

    • O comentário sobre a pessoa sangrando foi oportunista e grosseiro e só não será respondido à altura pela genialidade do termo “rubensbaldização” rs

  2. Eu fico dois meses sem acessar o blog e quando volto descubro o porque. O filme é até legal. Apoio demais seu trabalho cara, você escreve bem, seus textos são bons e tudo o mais. Não me leve a mal por não ler sempre, mas acontece que algumas de suas opiniões e seus argumentos me irritam e eu preciso ter a cabeça tranquila no dia a dia para seguir minha vida.

    • Tipico comentário desnecessário. Ou diga quais são essas coisas que te irritam e converse a respeito ou siga com sua cabeça tranquila e não apareça mais por aqui 😉

      • Eu sempre tenho vontade de dizer, mas tenho preguiça de escrever. Conversamos pessoalmente.

  3. Estava entusiasmada com a sinopse. Passou quinze minutos e não adiantou tapar o sol com a peneira. Sem nenhum tipo de fundamento.

    Achei o blog por acaso e me deparei com essa postagem, me identifiquei com tua forma de pensar! Continuarei lendo.

    Ah e parabéns, ótimos comentários 🙂

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