Hellraiser 4 – A Herança Maldita (1996)

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Terminei o texto do Hellraiser 3 – Inferno na Terra assim:

“Pelo que eu andei pesquisando, muitos afirmam sem medo que é o melhor filme da série assim como muita gente considera-o como o marco da queda de qualidade da história criada por Clive Barker. Daqui alguns dias eu vejo o 4 e opino a respeito.”

Demorei mais de 2 meses para voltar a assistir um filme da série e não apenas comprovei a questão da queda de qualidade quanto fiquei sinceramente assustado com o nível de mediocridade alcançado pelos produtores.

A Herança Maldita começa mostrando uma estação espacial no ano de 2127. Dr. Paul Merchant (Bruce Ramsay) tenta utilizar tecnologia avançada para ativar a Configuração dos Lamentos e evocar Pinhead (Doug Bradley) com segurança. Impedido por um grupo armado que invade o local, ele é interrogado e revela ser descendente direto do homem que inventou a caixa capaz de abrir os portões do inferno. Enquanto ele conta sua história e tenta convencer a líder do tal grupo sobre a urgência de terminar o que ele havia começado, Pinhead e os cenobitas, libertos, começam a fazerem vítimas no espaço.

Para começo de conversa, fora os personagens e os elementos característicos da série, não há praticamente nenhuma ligação entre A Herança Maldita e Inferno na Terra. Após a prisão do Dr. Paul Merchant, o filme inicia um longo flashback onde o personagem conta como seus antepassados lutaram em vão contra Pinhead e cia. Durante essas cenas conhecemos Angelique (Valentina Vargas) e os gêmeos que aparecem na última parte do filme já convertidos em cenobitas. Ao optar por produzir uma espécie de spin-off para contar a origem da Configuração dos Lamentos, o roteirista Peter Atkins abre mão da continuidade que, em partes, era uma das responsáveis pela coerência dos 3 primeiros filmes e vê sua história transformar-se em uma produção sem inspiração pelas mãos do inexpressivo diretor Alan Smithee. Há sangue, há tortura e há mortes brutais, mas as cenas onde esses elementos estão presentes são mal editadas, nenhuma imagem fica tempo suficiente na tela ao ponto de causar o impacto visual pelo qual a série é conhecida e simplesmente não dá para importar-se com os personagens genéricos criados para a trama.

Conta-se que o filme “sofreu” durante a pós-produção: cortaram várias cenas explicativas, demitiram o diretor, editaram o material para torná-lo mais “comercial”… A Herança Maldita é vergonhoso, a impressão que fica é que ele foi feito unicamente para obter lucro em cima do nome da série. Não assusta, a história é cheia de furos e mesmo os cenobitas novos são ruins (sério, os gêmeos e aquele cachorro chegam a ofender a inteligência do espectador). Se você, assim como eu, achava que levar o Jason para o futuro (e para o espaço) era uma idéia exclusivamente ruim da sério do assassino de Crystal Lake, contorça-se na cadeira e saiba que isso já havia sido tentado sem sucesso com o Pinhead. Desde já estou com medo do Hellraiser 5, como todo mundo sabe, SEMPRE pode piorar.

Os Cenobitas de A Herança Maldita

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  4. Tenho uma relação de amor e ódio com Hellraiser 4. Por um lado eu gosto, por ter sido o último com mão do Clive Barker, por outro lado, o resultado final foi fraco. Tem qualidade OK, mas é um filme frio e sem emoção. A idéia de uma narrativa em 3 tempos foi ambiciosa e bem realizada, mas só! Eu, como fã, achei desnecessário Pinhead no espaço, e a parte do presente ficou boba. Acho que Hellraiser 4 teria sido um filmaço, se tivesse focado no passado, explorando a história do cubo maldito de forma mais abrangente.

    parabéns LucianF!!

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