A Múmia (1932)

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É LÓGICO que todo mundo que pensa em “múmia” lembra do filme preto e branco de 1932 estrelado pelo Boris Karloff, certo? O quê? Não? Você lembra da trilogia do Brendan Fraser? Pois saiba que você, pobre mortal, não está sozinho! Procurei esse filme para completar minha “lista” dos monstros clássicos da Univeral na qual já constavam o Frankenstein, Lobisomen, Drácula e O Monstro da Lagoa Negra e o assisti mais com respeito e curiosidade do que com empolgação. Receoso de afirmar que este era o primeiro filme de múmia feito, fui pesquisar na internet e, fora descobrir que o personagem já havia aparecido em outros longas e curtas, deparei-me com uma quantidade enorme de reviews (principalmente no IMDB) usando os filmes do Fraser como trampolim para provar que, segundo eles, o filme de 1932 é inquestionavelmente superior.

Antes de dizer o que penso a respeito, vamos a sinopse. Escavadores encontram a múmia do príncipe egípcio Im-ho-tep (Karloff). Junto com ele, há um pergaminho cuja leitura teria o poder de ressuscitar os mortos, pergaminho esse que é lido por um dos escavadores ocasionando o despertar de Im-ho-tep. Assumindo a identidade de Ardath Bey, a múmia tenta encontrar a reencarnação de sua antiga amada (Zita Johann).

O “respeito” citado refere-se ao local que os anos reservou para o filme, à atuação do Karloff (nunca é demais lembrar que também é dele a interpretação antológica do monstro do Frankenstein) e ao trabalho de composição de cena e o uso de sombras do diretor Karl Freund, um dos nomes por trás do clássico Metrópolis. A falta de empolgação não está, de forma alguma, ligada a qualquer comparação com os “A Múmia” recentes. Mesmo respeitando todas as diferenças técnicas e padrões de atuação da época, o filme de Freund possui uma narrativa excessivamente linear e, assim como acontece com o Drácula, possui um final decepcionante, o filme termina “do nada” e isso não é legal. Nesse ponto, não dá para defender A Múmia com o argumento temporal, Lobisomem e Frankenstein, por exemplo, não cometem esses erros.

A Múmia – A Tumba do Imperador Dragão é um dos piores filmes que eu vi na vida assim como o Brendan Fraser é um dos atores mais chatos e inexpressivos da atualidade, mas isso deve-se a falta de méritos dos mesmos, não as comparações pouco úteis feitas com este filme. Concentrando-se nele e somente nele, é um filme cuja força do personagem e da interpretação de Karloff são os principais atrativos, o que é muito pouco perto do que é visto no outros filmes de monstro da época, pouco para defesas apaixonadas. Não é por acaso que, como foi comentado, o principal argumento dessas defesas seja as comparações com outro filme.

Reparem no belo trabalho de maquiagem feito no Karloff

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