Um Dia Frio No Inferno (2011)

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Um filme de faroeste estrelado pelo Michael Madsen (Kill Bill, Cães de Aluguel) cujo poster traz comparações com Os Indomáveis e Bravura Indômita gera expectativas, certo? Um Dia Frio No Inferno não decepciona apenas por não corresponder às expectativas que cria. Afirmo que, em praticamente todos os aspectos, assistir esse filme foi uma das experiências mais inúteis e cansativas da minha vida.

O nome por trás dessa bomba é Christopher Forbes. Como não há praticamente nada a respeito do sujeito na internet, vou arriscar a fazer suposições. Segundo o IMDB, Um Dia Frio No Inferno foi rodado com “apenas” 1,5 milhão de dólares. Forbes assina a direção, roteiro, músicas, produção executiva e edição do filme. Tais dados me levam a crer que estamos diante de um fã sincero do gênero que deve ter ralado bastante para financiar esse projeto mas que, apesar de toda boa vontade, simplesmente não conseguiu converter todo o conhecimento de causa que ele certamente tem em um filme minimamente tolerável.

Comecemos pelo principal problema: o roteiro. Um Dia Frio No Inferno tem todos, TODOS os clichês do faroeste. Temos o pistoleiro cujo estilo de vida é ameaçado pela marcha do progresso (entenda-se: ferrovia), a viúva jovem e bonita que apaixona-se por esse pistoleiro, o rapaz que vê a família ser assassinada, o bando de criminosos feios e sujos, o político corrupto que explora a população de uma pequena cidade… Se, como foi falado, tais clichês demonstram que o diretor conhece os estereótipos do gênero, eles também revelam a falta de criatividade para lidar com o que já foi realizado. A história, os personagens e suas motivações são previsíveis e enfadonhos.

As coisas só pioram quando voltamos nosso olhar para a parte técnica. A qualidade da imagem é péssima, o filme parece ter sido filmado como uma dessa câmeras caseiras, a edição beira o amadorismo visto em vídeos do Youtube, as músicas compostas pelo diretor não passam de imitações mal sucedidas de temas conhecidos pelo público e os efeitos especiais (olha aquelas explosões!) beiram o ridículo.

No campo das atuações apenas Madsen e Jim Hilton (que interpreta o solitário William Drayton) não envergonham, sendo que esse último ainda dá uma escorregada feia em uma cena onde ele conta uma história de um bezerro em que não é possível saber se o ator está rindo ou chorando. Aliás, que porra de história é essa? rs

Não tenho absolutamente nenhum prazer em “detonar” filmes, mas aqui isso tornou-se praticamente uma obrigação. Valorizo, baseado na minha suposição, o esforço de um diretor que contou com poucos recursos e tentou realizar um trabalho bacana, mas não dá para esconder o óbvio: Uma Dia Frio No Inferno é um dos piores filmes dos últimos anos, passem longe, muito longe, corram para as colinas se for preciso.

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