Harry Potter e As Relíquias da Morte Pt.2 (2011)

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Quando a primeira parte do Relíquias da Morte saiu, eu escrevi um texto criticando o fato de terem dividido o último livro da série em 2 filmes. O “começo do fim” da saga de Harry Potter revelou-se um filme longo e arrastado e na ocasião eu suspeitei (e digo suspeitei por ter deixado claro que não li os livros) que teria sido melhor fazerem apenas um filme com aproximadamente 3 horas para dar conta do clímax da história. Relíquias da Morte Pt. 2 chegou nos cinemas e confirmou minha impressão sobre a necessariedade de um oitavo filme. O “porém” da vez é que, assim que o filme termina e o nome do diretor David Yates surge na tela, sente-se um vazio pela certeza de que não haverá um HP9.

Relíquias da Morte Pt.2 começa com Voldemort (Ralph Fiennes) encontrando a Varinha das Varinhas e segue com Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) procurando as últimas Horcruxes, o que os leva de volta a uma Hogwarts dirigida pelo Professor Severo Snapes (Alan Rickman) onde uma batalha de proporções épicas os aguarda.

Pt.1 estava repleto de diálogos, citações e referências que soavam deslocados e verborrágicas para a linguagem relativamente simples dos filmes anteriores. Livre do que parece uma tentativa tardia de fazer as pazes com os fãs do livro, Pt.2 deixa de lado os diálogos intermináveis de seu antecessor e oferece a cereja do bolo pela qual todos ansiavam: as buscas pelas Horcruxes não extendem-se mais do que o necessário, a narrativa é simples e objetiva e a batalha final é digna de uma história que atravessou uma década e converteu-se em um dos maiores fenômenos da literatura mundial recente.

Após todos esses anos acompanhando os personagens crescerem, amadurecerem e lutarem contra as ameaças de Voldemort, o público criou um vínculo emocional sincero e válido com a história. Relíquias da Morte Pt.2 reservou finais tristes para vários rostos conhecidos e momentos de glória para outros que os últimos filmes haviam colocado de lado, como é o caso do simpático e engraçado Neville Longbotton (Matthew Lewis). Dentre todos os momentos onde não foi possível segurar as lágrimas, destaco o “basta” da Professora Minerva (Maggie Smith) quando ela expulsa Severo Snape de Hogwats, cena relativamente simples mas que me tocou pela explosão de raiva e angústia contida que a atriz conseguiu passar. “Eu sempre quis usar essa magia” é  outro grande momento dela.

Se for para analisar friamente, Relíquias da Morte Pt.2 vacila em alguns pontos. O destino de Draco Malfoy (Tom Felton), por exemplo, é confuso e os eventos ocorridos após a queda de Voldemort parecem excessivamente apressados. Tais detalhes são mais observações do que reclamações: é impossível “analisar friamente” esse último HP, a franquia despediu-se do cinema com batalhas épicas e momentos que transbordam emoção, acho difícil alguém ficar decepcionado. Ainda acho que poderiam ter feito apenas um filme, mas até que não foi tão ruim assim poder curtir Harry e cia. mais um pouco.

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