Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua (2011)

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O que eu aprendi com Transformers 1 e 2:

  • A Megan Fox é mais do que aquilo que os olhos podem ver.
  • Dá pra ver muita coisa da Megan Fox quando ela está em cima de uma moto.
  • Os filmes foram feitos para oferecerem diversão visual. O roteiro é um coadjuvante necessário para justificar as cenas de ação grandiosas que definiram o estilo do Michael Bay como diretor e isso não é necessariamente ruim.

Sabendo que a Megan Fox foi limada da franquia, me ative ao terceiro “aprendizado” e fui assistir a estréia do Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua pronto para me divertir. Depois de uma semana exaustiva de trabalho, tudo que eu queria era entretenimento puro e simples e, a julgar pelos excelentes trailers divulgados e pelos 2 primeiros filmes, entrei na sala de cinema com a certeza de que eu não sairia decepcionado.

Para colocar Optimus Prime e cia em ação novamente, optaram por ligar a história dos robôs a um dos eventos mais importantes da história da humanidade. O filme começa com a revelação de que a viagem do homem até a lua foi, na verdade, uma missão para investigar o pouso de uma espaçonave oriunda do planeta Cybertron, lar dos Autobots e dos Decepticons. A tal espaçonave estaria carregada com armas que poderiam dar um fim a guerra entre os robôs, armas essas que no presente estão sendo cobiçadas pelo Megatron para reverter sua última derrota para os Autobots.

Não é preciso esforçar-se muito para perceber que trata-se do velho esquema “vilão retorna para ameaçar a paz e tentar dominar o mundo”. Quer saber de uma coisa? Um filme com robôs gigantes não precisa de muita coisa além disso para fazer seus espectadores felizes, ainda mais quando o pacote inclui uma loira com uma boca pra lá de sensual (Rosie Huntington-Whiteley) e toneladas de cenas de ação exageradas. O problema de Transformers 3 é que o próprio Michael Bay parece não saber que ele NÃO tem nas mãos um roteiro que justifique mais de 2 horas de projeção.

Com o primeiro filme, perdeu-se o fator novidade: os robôs foram apresentados. O segundo apostou em cenas grandiosas de ação, com um Optimus Prime bombado e o gigantesco Decepticon Devastator ocupando toda a tela. O Lado Oculto da Lua retoma essas cenas grandiosas e tem lá seus bons momentos (Shockwave+Driller=Amor), mas os diálogos fracos e a história sem inspiração deixam o filme maçante. São 2h40min com o Shia LaBeouf fazendo piadas sem graça e com um vai e vem de eficácia e propósito duvidosos para desembocar no óbvio: uma mega hiper batalha entre Decepticons e Autobots que acaba durando mais tempo do que o necessário e não é feliz nem na tarefa inglória de superar o clímax de seu antecessor nem na de recompensar quem aguentou todo o lenga-lenga para ver as cenas de ação.

Salvo engano, no Ligeiramente Grávidos o Seth Rogen diz que “o Michael Bay é muito estilo e pouca substância”. Transformers 3 é assim, só que além da substância ser pouca, ela ocupa mais espaço na trama do que o estilo. Fraquejou, Michael Bay?

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  1. com sua critica, vc nao ta ganhando 1 real… ja ele com o filme fraco (como suas palavras descrevem) ta ganhando Milhoes e Milhoes… sou programador, pago o ingresso do cinema feliz, so pra ver as cenas super bem produzidas… Resto é Resto…

    • Contra uma argumentação tão brilhante não há o que dizer. Uma lágrima, solitária e grata, fugiu de meu olhar e mergulhou em direção solo, gritando: “Chupa Darwin!”

    • O filme é realmente ruim. O visual é bom, mas não existe sequer um gancho na história que justifique toda a experiencia visual. Toda a grandiosidade visual – que é ter robôs gigantes lutando na terra – merecia uma história à altura, mas a impressão que temos é que estão chamando quem assiste de idióta. Não ha uma relação convincente entre causas e efeitos, não existe muita continuidade entre os acontecimentos. O filme é todo muito perdido de si. É como assistir à uma apresentação de slides, sem legendas, sem texto algum, apenas imagens. Quanto a isso, ha quem goste e ha quem acredite que falta algo. Para mim faltou muito.

  2. Eu não ganho nada com a minha crítica, você não ganha nada com a “crítica da minha crítica” … é uma bola de neve, percebe? Se for levar o que tu falou ao pé da letra, dá para entender que o mundo é movido somente por aquilo que dá retorno financeiro … Pagou o ingresso e saiu da sala de cinema feliz? Invejo você, era justamente o que eu esperava quando comprei o meu.

  3. como sou amante de efeitos especiais… e quando pago pra ver um filme de ficção cientifica fico satisfeito quando vejo isso.. não quer nada exagerado sobre ficção vai ver um filme comédia romântica ou um suspense muito bem elaborado e pensado…até agora melhor filme do ano… aquele que você acaba de ver o filme e quer ver denovo..

    oque isso significa? bom pra mim que valeu o ingresso ruim pra você! =]

  4. Exatamente, até porque eu não sou masoquista, eu assisto filmes procurando diversão. Só não concordo quando você (parece) dizer que ficção científica resume-se a efeitos especiais. Dá para citar uma lista de filmes que usam efeitos especiais mas que apoiam-se em uma boa história.

  5. Lucian, eu te disse; o ethos dominante é o da infantilização. O nível de exigência está cada vez mais raso e infantil. o mundo esta adolescentizado. E adolescentes são muitas coisas, mas sobretudo são antas! Você verá cérebros adolescentes habitando corpos de 30, 40, 60 anos, pouco importa a idade cronológica, o que vale é ser imbecilmente jovem! Aff!

  6. A impressão que se tem é que falta muita coisa no filme. Um bom visual, excelente alias. Porém não se dá referencia do porque de tudo aquilo na tela.
    Pode ser defeito da minha personalidade, mas a pergunta “Porque?” sempre me vem à cabeça. Nesse filme (ultimamente em quase todos) não há resposta para essa pergunta. Se eu não pudesse achar ou não gostasse da resposta, tudo bem. Mas essa pergunta simplesmente não tem resposta.
    É algo como: “desligue a parte que pensa do seu celebro, vamos usar apenas a estimulação visual! É só!”.

    Mas aí vem outra questão: Porque fazer algo inteligente ( que dá mais trabalho) se o pouco ou nada inteligente vende o suficiente? Porque? Simples, não se faz pela arte, para dizer algo. Se faz apenas e tão somente para acumular $$$$$$$.

    Quem pode dizer que estão errados? Digo apenas que não me agrada. Da próxima vez evito gastar minha cortesia (É isso, nem paguei para assistir e saí com a impressão de que não valeu a pena).

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