Hobo With a Shotgun (2011)

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Como aparentemente não há título nacional para Hobo With a Shotgun, fui procurar qual a tradução estava sendo mais utilizada para escrever esse texto. Hobo tem sido traduzido como “vagabundo” e “mendigo”, o que me causou estranhamento porque eu costumava usar “vagabond” e “bump” para tais palavras. Recorri ao Wikipédia para descobrir que Hobo é um termo usado para definir trabalhadores imigrantes e vagabundos que moram nas ruas, pessoas que trabalham mas que por um motivo ou outro não tem residência fixa. As traduções mostram-se eficientes, mas dada a explicação opto por manter o título original.

Assim como o Machete, Hobo With a Shotgun nasceu como um fake trailer do Projeto Grindhouse concebido pelo Tarantino e pelo Robert Rodriguez. Para divulgar esse projeto, R. Rodriguez promoveu um concurso de trailers de filmes B e Hobo foi um dos vencedores, tendo sido exibido antes do À Prova de Morte e do Planeta Terror em algumas salas de cinema americanas.

Para quem não está familiarizado com o gênero, o exploitation que Hobo homenageia e emula faz uso de sexo, violência e cenas de ação exageradas visando principalmente o público jovem masculino. A história do filme é um retrato fiel do que o título antecipa. Hobo (Rutger Hauer) chega a uma cidade caótica com o desejo de comprar um aparador de grama para iniciar seu próprio negócio. Valentões, policiais corruptos, pedófilos e prostitutas infestam o local e provocam a ira de Hobo, que decide enfrentá-los com uma espingarda.

Se o Machete trazia a vingança dos trabalhadores mexicanos, Hobo traz o contra-ataque dos imigrantes e mendigos. O diretor Jason Eisner acerta ao usar minorias em um gênero originalmente feito para elas. Além disso, o filme ainda traz ecos do vigilantimos abordado em obras como a série Dirty Harry, Desejo de Matar e Watchmen.

A fotografia cuidadosamente “desleixada”, os diálogos propositalmente ruins, os personagens extremamente caricatos (A Praga e os filhos do vilão Drake são impagáveis) e, principalmente, a violência explícita (a cena dos dedos sendo cortados pelo cortador de grama é agoniante) fazem de Hobo With a Shotgun uma bela homenagem ao cinema trash amado por seus idealizadores.

Gosto do gênero e gostei do filme, mas fiquei com a sensação que o personagem principal poderia render mais. Se diminuírem as homenagens e investirem mais no potencial natural da idéia de um mendigo com uma espingarda espalhando justiça, pode ser o início de uma franquia épica.

HELL YEAH!

HELL YEAH!

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  1. Caraaamba, faz tempo que não vejo o Rutger Hauer, acho que o último filme que vi dele foi o próprio Blade Runner que tenho em casa.

    Vou procurar sobre esse filme, mas valia você botar algumas informações a mais como data de lançamento, diretor, roteiro (Robert Rodriguez ou Tarantino, sei lá) e afins.

  2. Pingback: Freiras Nuas Com Grandes Armas (2010) « Já viu esse?

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