Piratas do Caribe 4 – Navegando em Águas Misteriosas (2011)

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Shrek 4ever, Velozes e Furiosos 5, Jogos Mortais 7, Piratas do Caribe 4…A lógica atual de Hollywood, que tenta lidar com a pirataria investindo no 3D e em títulos que, de uma forma ou de outra, já comprovaram seu potencial junto ao público (remakes, continuações, adaptações de best sellers, etc), parece não incomodar a maioria do público. Digo isso porque, mesmo já tendo demonstrado sinais evidentes de cansaço em No Fim do Mundo, a 4ª investida da série Piratas do Caribe era um dos blockbusters mais aguardados do ano.

No que me diz respeito, a série produzida pelo esperto Jerry Bruckheimer é no máximo regular e passa muito longe de merecer tal expectativa. O Jack Sparrow do Johnny Depp é sim um dos melhores personagens do cinema dos últimos anos e o tema dos piratas é sempre convidativo, mas a avalanche de “cenas de ação de tirar o fôlego” fornecida pelos filmes aliadas as trapalhadas de Jack e cia. caiam no esquecimento tão logo os créditos finais começavam. Navegando em Águas Misteriosas, como já era esperado, é o “mais do mesmo” que não mudará a opinião de quem é indiferente à série mas que encherá os cofres dos produtores e satisfará aquelas pessoas que dão risada só de olhar para o Jack Sparrow. Isso, SÓ de olhar, fenômeno que também acontece com o Scrat do A Era do Gelo e que sempre me deixa mal comigo mesmo por não entender o que tem de tão engraçado na simples aparição dos mesmos.

Mesmo para uma franquia cujo forte não é o roteiro, a história de Piratas do Caribe 4 é fraca. Jack (J.Depp) etá procurando a famosa Fonte da Juventude. Pronto. O Reino Unido e a Espanha também entram na disputa pela descoberta do local lendário, amigos e inimigos dão as caras e está armado o cenário para correrias, perseguições e batalhas épicas. Não nego que seja divertido na maior parte do tempo, mas a série definitivamente já deu o que tinha que dar.

Apoiando-se quase que completamente no carisma de Depp já que os personagens do Orlando Bloom e da Keira Knightley felizmente ficaram de fora, Navegando em Águas Misteriosas conta ainda com a inclusão de uma pirata interpretada com dignidade pela Penélope Cruz. Menos badalado mas muito mais divertido é o Barbossa do Geoffrey Rush. Barbossa antagoniza Sparrow e Rush “disputa” com Depp o destaque pela melhor atuação do longa. O clichê faz-se necessário: quem acaba ganhando algo com isso é o espectador, os dois atores estão excelentes.

O espectador ganha, mas ganha pouco. O diretor Rob Marshall (Chicago, Memórias de uma Gueixa) não usa seu inegável talento para levar a série a outro patamar, ele apenas reaproveita o que os outros três filmes já provaram funcionar. Se a cena do “ataque das sereias” consegue ser divertida e artisticamente arrojada, o resto de Navegando em Águas Misteriosas aposta demais no óbvio.

Piratas do Caribe 4 é indicado para quem estiver interessado em diverão fácil e não se importar com a sensação de estar vendo o mesmo filme outra vez. Não é lá um grande elogio, mas a forma mais sincera que eu posso recomendá-lo.

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