Donnie Brasco (1997)

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Tendo Hollywood como referência, não é um erro dizer que o Johnny Depp é um dos atores mais populares da atualidade. Com a cine-série Piratas do Caribe e seus trabalhos em parceria com o diretor Tim Burton, Depp caiu nas graças do público com seus personagens excêntricos e divertidos e tornou-se um daqueles casos raros onde o ator acumula sucesso de crítica e público. O Al Pacino já é um caso diferente. Apesar de possuir uma das carreiras mais respeitadas da história do cinema e continuar atuando regularmente, o ator já não tem mais o apelo junto ao grande público de outrora (Trilogia O Poderoso Chefão, Serpico e Um Dia de Cão) e é mais reconhecido e valorizado por pessoas mais velhas e/ou interessados em cinema.

Em 1997 a realidade dos dois atores era um pouco diferente. Enquanto Pacino ainda saboreava um Globo de Ouro e um Oscar de Melhor Ator e estreava o sucesso O Advogado do Diabo (minha atuação favorita dele), Depp ainda caminhava para o topo com os cults Edward Mãos-de-Tesoura e Ed Wood e o romance Don Juan de Marco. O veterano e a promessa reuniram-se então para levar às telas a história de Donnie Brasco (Depp), codinome do policial do FBI Joe Pistone que durante a década de 70 infiltrou-se na máfia de Nova York com o intuito de reunir provas contra o crime organizado. Donnie conquista a confiança e a amizade do criminoso “Lefty Ruggiero” (Pacino) e põe seu trabalho em risco quando encontra na máfia valores e laços familiares mais fortes do que aqueles que sua profissão e vida privada lhe ofereceram até então.

Assim como o Tim Burton contribuiu significativamente para que o Depp fosse visto como uma pessoa excêntrica, O Poderoso Chefão e Scarface criaram um vínculo eterno entre o Pacino e a figura do mafioso (esteriótipo muito bem aproveitado, por exemplo, nesse filme aqui). Donnie Brasco subverte um pouco esses esteriótipos e obtém um resultado irregular. Depp é bem sucedido mas não encanta ao interpretar um personagem relativamente “normal” e o Pacino retorna a um papel ao qual ele está acostumado mas abre mão da teatralidade deliciosa de um Tony Montana em nome da humanização e desmistificação dos mafiosos.Essa fuga do lugar comum proposta pelo diretor Mike Newell estende-se também ao Michael Madsen, que de eterno capanga passa ao papel do figurão da máfia Sonny Black.

O raciocínio também é válido para a narrativa do filme: o forte de Donnie Brasco é o desenvolvimento dos personagens, não cenas de tiroteio e violência. O que não foge do lugar comum é a forma de divulgação do longa, não é difícil encontrar um cartaz com “O Melhor Filme de gângsters desde O Poderoso Chefão” escrito, frase chamativa mas que não tem correspondência com uma realidade onde existem Os Bons Companheiros e Os Intocáveis e que compara uma obra inquestionável com um filme que é, no máximo, bom. Eu esperava mais.

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  2. ESQUECEU DE DIZER Q ESTE FILME É BASEADO EM FATOS REAIS. NOS MESMO SEGUIMENTO ADICIONARIA, OS BONS COMPANHEIROS E CASSINO ( OS 2 ESTRELADO POR DE NIRO). THAT’S ALL FOLKS!!!

  3. Concordo… Assim comos todos concordam que Godfather é o melhor, pra mim, principalmente a part 1.

    Al Pacino é nome certo para quem é fã de filmes com mais realidade, já Depp é tido por muitas mulheres como galã, o que já estraga para ser um gangster, além de ser um ator para filmes mais fictícios. O que é o caso do Piratas do Caribe, que eu também gosto muito.
    Depp é um ótimo ator, mas não do mesmo genero de Al Pacino.

  4. Pingback: Alto Controle (1999) « Já viu esse?

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