Deixe-me Entrar (2010)

Padrão

Falar de Deixe-me Entrar implica quase que necessariamente em posicionar-se frente aos remakes que tem tornado-se cada vez mais popular na indústria hollywoodiana. É um assunto polêmico que pode ser discutido infinitamente com bons argumentos pró e contra tais produções, mas no que me diz respeito eu não tenho nada contra eles.

Como discuti recentemente com um amigo, em um caso onde o remake não faça justiça ao filme original, ele comprometerá exclusivamente a si mesmo: o original não perde seus méritos devido a uma nova abordagem ruim/mal executada e, no final das contas, o remake sempre acaba servindo como veículo de divulgação indireta para a obra que ele emula. Cabe ao público saber fazer essa diferenciação, sendo que saber fazê-la ou não influenciará apenas na apreciação pessoal que cada um faz da obra.

Deixe-me Entrar é o remake do sueco Deixe Ela Entrar que foi lançado em 2008 e surpreendeu a todos por sua abordagem ao mesmo tempo sombria e inocente para o universo dos vampiros, tema que no mesmo ano começou a ser maltratado nas telas dos cinemas pela série Crepúsculo. Para quem viu o original, é necessário dizer que não há muitas mudanças nessa refilmagem, o que inclusive tem sido um dos argumentos de quem diz que o remake é desnecessário.O diretor Matt Reeves (Cloverfield) respeitou bastante o trabalho do sueco Tomas Alfredson, limitando-se a trocar os nomes dos personagens, levar a história para solo americano (Estocolmo dá lugar a uma cidade no Novo México) e alterar o impacto visual e psicológico de algumas cenas.

Para quem não conhece o original, o filme conta a história do menino Owen (Kodi Smit-McPhee), uma criança solitária vítima de bullying na escola. Ele conhece a enigmática Abby (Chloe Mortez) e encontra na amizade e nos conselhos dela a força que ele precisava para revidar os ataques sofridos diariamente. Enquanto a amizade deles vai ficando cada vez mais forte, pessoas começam a morrer misteriosamente na cidade vítimas do que parece ser uma seita satânica que drena o sangue de suas vítimas.

Reeves é feliz em manter e ampliar certos aspectos do filme. O relacionamento do Owen e Abby, por exemplo, está tão ou mais profundo do que no original, o voyeurismo de Owen e a perda progressiva da inocência que ele experimenta durante o filme continua um ponto forte. O mesmo, infelizmente, não pode ser dito sobre algumas escolhas visuais. A “cena do balde” perdeu muito impacto e os efeitos especiais adicionados na “cena do túnel” mais atrapalharam do que ajudaram. O “menos é mais” também vale para a “cena da piscina”, que continua doentia mas que perdeu parte da sutileza que tornou a original tão famosa.

Deixe-me Entrar poderia ousar mais, mas ainda assim é uma boa opção justamente por reproduzir um dos melhores filmes de terror/suspense dos últimos anos. Quer uma dica? Veja os dois.

Anúncios

»

  1. Um filme que me recomendaram, porem achei ele meio “monotomo”, dormi no começo 2x, depois assisti meio q pulando pra saber o final.

    E ainda me falaram q o original era melhor, putz.

    Acho q ate é interessante, pra quem gosta, mas sei la, não gostei =x.

  2. Eu não vi o remake americano, vi o original mesmo; e gostei muito. Na verdade esse foi um dos melhores filmes que vi nesses últimos tempos. O que eu mais gostei no filme foi a maneira monótona e pouco reveladora como decorreu o filme. Em vez de ver muito sangue, muito terror explicito, o filme se desenrola de forma normal mas envolvido em um certo mistério cliché.

  3. a versão norueguesa é muito melhor que a americana.
    esse filme é apaixonante. o final da versão norueguesa é supreendente, tocante, lindo.
    até minha mãe que não gosta de filme de vampiros disse que foi o melhor filme de vampiros que ela assistiu na vida!
    Låt den rätte komma in (2008)

    esse do post eu nao assisti.

  4. Eu vi o original, “Deixa ela entrar”. Achei chato, terror bobinho….. muito exagero falar que é “o melhor filme dos últimos anos”

  5. Gil: o original é sueco, não norueguês. Valeu pelo comentário 🙂

    “Anônimo”: Eu não disse que é O melhor, mas reafirmo que, dentre o que eu vi, é UM DOS melhores. Mas todo caso, o espaço é livre, fique a vontade para indicar aqui filmes que tu viu e não achou chatos e bobos.

  6. o Problema do cinema americano é que ele é sempre mais dinamico e mosta cenas rapidas sem qualquer emoção. quem é acostumado ao “cinema” norte americano provavelmente vá achar o original monotono. que ao meu ver é infinitamente melhor.

  7. a tendencia de filmes de terror nesses ultimos anos tem mudado bastante… esse, rec, atividade paranormal sao exemplos da mudança dos filmes de terror com + enredo do q mortes sangrentas e alguns cliches classicos desse tpw de filme
    nesse em especifico, n foi um dos q + gostei, mas tbm n foi um dos piores como slik ¬¬
    o jeito do filme de ser + tranquilo nos fatos foi a “cartada” q o filme apostou pra diferenciar dos outros filmes do genero…
    de uma visao geral o filme eh bom de se ver… mas pra quem busca terror estilo sangrento n vai gostar em nd…

  8. Essa mania dos americanos de refilmar filmes estrangeiros bons! Deixa Ela Entrar, o original sueco é tão bom quanto (se não melhor), a refilmagem foi completamente desnecessária

  9. Não tive oportunidade de assistir ao remake, mas confesso que não me apeteceu muito, pois adorei a versão original. Não acredito que o remake tenha conseguido despertar sutis curiosidades que o original conseguiu (pelo menos em mim).

    Gostei tanto do original que até imprimi o livro!

  10. Pingback: O Planeta dos Macacos (2001) | Já viu esse?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s