Hooligans (2005)

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Não sei “quem” nem “quando”, mas já me falaram que “o filme Hooligans não é tão ruim quanto parece”. Dizer isso não é lá um grande elogio, mas de fato é uma das melhores formas de definir o filme.

Elijah Wood interpreta Matt Buckner, um estudante de jornalismo que é expulso de Harvard acusado injustamente de usar/traficar drogas. Sem perspectivas profissionais e um tanto quanto perdido, Matt vai para a Inglaterra visitar a irmã e faz amizade com o cunhado dela, o violento Pete (Charlie Hunnam). Peter é líder do GSE (Green Street Elite), uma “firma” ligada o time de futebol inglês West Ham. Inicialmente, Matt é seduzido pela paixão dos membros da “firma” pelo futebol e pelas bebedeiras que eles promovem. Em um segundo momento, ele conhece e envolve-se nas famosas brigas de torcida daqueles que a mídia classifica como “hooligans”. O que Matt não imaginava é que o passado dele como jornalismo provocaria tanta discórdia entre os membros da “firma”.

Imagino que, quando alguém diz que “o filme não é tão ruim quanto parece”, muito provavelmente a pessoas refere-se ao tema. Convenhamos, caras que brigam motivados por disputas de futebol não são o primeiro exemplo que vem na cabeça quando pensamos em algo “inteligente”. Como falam em uma cena do legalzão Sin City – A Cidade do Pecado, esses caras poderiam ter sido considerados heróis em uma época onde homens bárbaros matavam uns aos outros em campos de batalha, mas hoje em dia eles parecem simplesmente estarem deslocados da realidade.

A proposta do filme parece ser justamente tentar apresentar os hooligans de uma forma diferente daquilo que é costumeiramente anunciado na mída, mostrando que há um sentimento de amizade e companheirismo entre eles, não no sentido de justificar tais atos, mas de sair da tradicional visão maniqueísta sobre o assunto. Quer saber? Após assistir o filme, continuo com a mesma opinião a respeito deles. As cenas de bebedeira e camaradagem caem rápido no esquecimento quando eles vão para o estádio e começam a insultar a torcida adversária para arrumar confusão.

Pode até parecer estranho, mas os rostos ensanguentados e ossos quebrados mostrados no filme saíram da mente de uma mulher, no caso a diretora Lexi Alexander. Mesmo com os cortes excessivos, ela capta com bastante realismo as cenas de batalha entre as torcidas. Sem dúvida, essas cenas são os pontos altos do filme (aquela voadora com os dois pés é épica *.*).

De fato, Hooligans não é tão ruim quanto parece, afinal poucas coisas são mais prazerosas do que ver personagens que representam tudo o que há de mais grosseiro e de idiota no mundo consumindo-se na própria ignorância. Melhor seria se as brigas rolassem devido ao uso de som de celular sem fones de ouvido 🙂

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  1. Eu e o Cidão te falamos que esse filme era foda. Eu acho ele muito bom, um dos poucos sobre futebol que são bons.

  2. O filme é bom sim. Muito bom, diga-se de passagem. O problema, é que mesmo que o filme tenha sido feito por uma mulher, definitivamente não é direcionado à elas. Claro que exitem excessões, mas você passou o atestado de que não é uma.

  3. Acho falho essa classificação de filme por gênero. E muito clichê falar que mulher gosta de filme de romance e homem de filme de violência, isso não tem nada a ver. O legal desse blog é que o Lucian expressa a opinião dele, e deixa aberto pra os outros divulgarem a sua, ele concordando ou discordando.

  4. Só entende e curte esse filme realmente quem foi ou é de torcidas organizadas. Eu como ex-membro de uma torcida do vasco da gama me identifiquei bastante com o filme. Abraços !

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