Godzilla (1998)

Padrão

Rolland Emmerich é um diretor que, como o Delfos observou bem há algum tempo, gosta de destruir as coisas. O mundo ele já tentou pelo menos três vezes: primeiro com a invasão alienígena do Independence Day, depois com as mudanças climáticas no O Dia Depois de Amanhã e, por último, com a realização de profecias maias no 2012. Quando cansa de brincar com o mundo, Emmerich destrói outas coisas que nos são caras. Em 1998, ele fez isso com o Godzilla e, na época, eu fiquei maravilhado. É o tipo de filme que eu simplesmente não deveria ter revisto, assim como o Batman Eternamente e o Batman e Robin.

Assisti Godzilla no cinema. Lembro que eu babava no trailer que era exibido na televisão onde mostravam o monstro tocando o terror na ilha de Manhattan. Eu também lembrava da bela cena onde o monstro esconde-se dos helicópteros entre os prédios de Nova York e da sequência da perseguição do táxi seguida do confronto final na ponte do Brooklyn. O que eu não lembrava (ou na época eu não me importava) era das tentativas vergonhosas de emplacar cenas de humor, do Matthew Broderick no meio disso tudo e da embromação feita nas cenas dos “filhotinhos”.

O Godzilla original foi um dos percursores da onda de filmes que exploravam o medo e as consequências das experiências nucleares pós-Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, ele era tratado como um vilão. Com o passar do tempo, ele transformou-se em herói, teve um filhote e enfrentou vários monstros para proteger o planeta. O lagartão radioativo japonês era interpretado por um ator vestido com uma fantasia e por isso mesmo tinha um formato mais humanóide. O Godzilla de Emmerich é completamente gerado por efeitos de computador e aproxima-se mais das características de um réptil, lembrando muito o visual e a movimentação de outros “monstros” famosos do cinema, o Velociraptor e o Tiranossauro Rex do Parque dos Dinossauros. Qual é mais legal? O do Emmerich pode até ser mais “realista”, mas como estamos falando de um lagarto gigantesco que solta fogo/laser pela boca, a última coisa que importa é a realidade, certo? O Godzilla japonês, fora contar com a vantagem de ser o original, é um monstro simpático, imaginar então que tem um japonês por baixo daquela fantasia torna-o totalmente cool e imbatível.

Não sou a pessoa certa para fazer o comparativo entre os filmes porque eu assisti só um do monstro japonês e lembro de pouquíssimas coisas dele. Analisando o filme de 1998 apenas pelo que ele se propõe, ele é uma produção pra lá de mediana que decepciona por suas próprias mancadas. Não bastasse o humor bobo e o clichê hollywoodiano de sempre colocar uma história de amor no roteiro, Godzilla tem idéias sofríveis, como o fato de, com tantos lugares no mundo, o monstro escolher justamente uma cidade nos EUA para colocar seus ovos e, claro, toda a sequência com os godzillinhas que, fora chupar a cena dos velociraptors no Jurassic Park, ainda rende uma deixa para continuação que encerra o filme de forma ridícula.

Não sei se era melhor assistir filmes quando eu era criança e ficava empolgado com quase tudo ou se agora quando já consigo perceber certas “fórmulas” usadas nos mesmos e reservo a empolgação, na maioria das vezes, apenas para o que é REALMENTE bom. Godzilla, infelizmente, foi outro filme da minha infância que não resistiu ao teste do tempo.

Anúncios

»

  1. Pingback: Um Novato na Máfia (1990) « Já viu esse?

  2. Pingback: Dredd (2012) « Já viu esse?

  3. Pingback: Winter, O Golfinho (2011) « Já viu esse?

  4. Eu sou fã de carteirinha desse filme, Claro que o filme e pobre em roteiro, Efeitos especiais mal elaborados, Mais um filme de 1998 com efeitos especiais desse tipo naquela epoca era uma maravilha. É so comparar os efeitos de Godzilla de 98 com os efeitos de Avatar.

  5. Pingback: Godzilla (2014) | Já viu esse?

  6. Pingback: Power Rangers (2017) | Já viu esse?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s