O Talentoso Ripley (1999)

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Cold Mountain e O Paciente Inglês são filmes que usam um cenário de guerra para contar uma história de amor. Em comum, eles também tem a narrativa lenta e minimalista do diretor Anthony Minghella, que dá espaço para cenas que contribuam para o desenvolvimento psicológico dos personagens e da trama. Constantemente, essa abordagem torna os filmes do diretor chatos mesmo para quem gosta de dramas (\o), e, infelizmente, O Talentoso Ripley não foge à regra.

Tom Ripley (Matt Damon) é um rapaz com três talentos: falsificar assinaturas, mentir e imitar vozes. Ele é contratado para ir até a Itália e convencer o filho de um ricaço  a retornar para os EUA. O tal filho é  o bon vivant Dickie Greenleaf (Jude Law), do qual Ripley aproxima-se fingindo ser um velho amigo da faculdade. Greenleaf, que está noivo da bela Marge (Gwyneth Paltrow), recusa-se a voltar mas acolhe Tom em sua casa e leva-o para conhecer Viena. Tom é seduzido pelo estilo de vida de Dickie e não se conforma quando o mesmo dá sinais de estar cansado de sua companhia. Um fato inesperado sacode a história e muda o tom do filme, momento onde os “talentos” de Tom serão colocados à prova.

Como já foi comentado, o Minghella é conhecido por desenvolver bem seus personagens e não é aqui que alguém encontrará argumentos para dizer o contrário, mesmo os personagens secundários, como o gordinho irônico vivido pelo Philip Seymour Hoffman e a mulher inocente interpretada pela Cate Blanchett, têm tempo suficiente na tela para que o espectador identifique traços de personalidade e objetivos dos personagens.

O que não deixa O Talentoso Ripley decolar é o roteiro enfadonho, que foca demais nos personagens e não consegue produzir grandes momentos ou cenas memoráveis. A “reviravolta” na história e a personalidade de Ripley, um homem que por não aceitar a si mesmo deseja viver a vida de outra pessoa, não são mostradas de forma atrativa, os personagens não inspiram empatia e o final é uma aposta equivocada no que diz respeito a fazer o espectador pensar sobre o que foi visto, principalmente porque o que foi mostrado não é nem interessante nem novo a ponto de justificar tal análise. O Talentoso Ripley é tecnicamente irrepreensível mas, tal qual como o Cold Mountain e o Paciente Inglês, é longo e chato de ser assistido.

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  1. Oi! eu adorei seu blog! Queria saber se você tem autores que escrevem junto com. Porque eu adoraria escrever, meu pai trabalha com filmes e eu assisto praticamente todos os dias! espero resposta

  2. Ola!
    Obrigado pelo elogio e pela visita. O Blog é um projeto pessoal, então por enquanto não pretendo contar com outros autores. Vi que você abriu um Blog pra você aqui no WordPress, então vou te dar o mesmo conselho que me deram: começe a escrever diariamente sobre os filmes que você assistir, logo logo você terá uma boa quantidade de textos publicados. Visitarei e comentarei seu blog sempre que puder, qualquer coisa entra em contato 🙂

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