Casablanca (1942)

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Fugindo da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, vários europeus procuravam abrigo no Marrocos, mais especificamente na cidade de Casablanca, tanto porque tratava-se de território francês não ocupado pelos nazistas quanto porque de lá eles poderiam adquirir passaportes falsos e ir para a América, a.k.a EUA. Enquanto pessoas perdem a vida ou são capturadas pela polícia local tentando fugir, Rick (Humphrey Bogart) parece alheio a todos esses problemas e conduz um movimentado bar na cidade. A chegada em Casablanca de um general alemão e de um ativista político provavelmente não significaria nada para o cínico dono de bar, mas junto com eles está a bela Ilsa Lund (Ingrid Bergman), mulher que com seus belos olhos e uma música nostálgica fará Rick lembrar-se de sentimentos há muito tempo esquecidos.

Se tem um filme que merece ser classificado como clássico, esse filme é o Casablanca. Ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1944, representa o ápice dos filmes produzidos em estúdio e seus diálogos e cenas foram homenageados/plagiados/citados em uma quantidade enorme de filmes. Para justificar tamanho reconhecimento, podemos citar a belíssima cidade totalmente construída dentro dos estúdios Warner, o roteiro complexo que introduz um flashback no meio do filme e revela detalhes que deixam a história ainda mais interessante ou grandes momentos como quando os alemães são silenciados por uma multidão cantando a Marselhesa. No entanto, o que tornou Casablanca especial para mim são os personagens e os diálogos.

O Rick do Humphrey Bogart é cínico e irônico ao extremo, ele sempre tem uma resposta destruidora para qualquer coisa que tu pergunte. O Capitão Renault, interpretado pelo Claude Rains, é uma pessoa que ninguém ousaria classificar como “boa” ou “má”, dono de um humor refinado e que surpreende a todos no final do filme, me lembrou muito do Cel. Hans Landa (Christoph Waltz) do Bastardos Inglórios. Espalhados pelo bar de Rick, ainda temos um pianista animado, um garçom cheio de galanteios e uma porção de gente realizando negócios escusos, bebendo, fumando e ouvindo música. Casablanca não mostra os horrores da guerra, apenas usa o contexto para criar um clima sedutor de perigo e suspense onde os personagens vivem suas vidas e lidam com seus problemas. Sentar naquele bar, tomar um coquetel, admirar aquelas belas mulheres e ouvir As Time Goes By é algo que, definitivamente, eu gostaria de fazer.

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