Carrie, A Estranha (1976)

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Filmes de terror devem provocar medo, tirar o sono, fazer com que você acenda as luzes para andar pela casa depois de assistí-los, fazer com que você fique repetindo para você mesmo que “é só um filme”, que aquele barulho que tu está ouvindo lá fora não deve ser nada. Quando eu era criança, os filmes do Jason faziam isso comigo. Depois de me tornar um adulto, poucas vezes algum filme me perturbou dessa forma. Fiquei impressionado com o bonequinho na bicicleta do primeiro Jogos Mortais e o roteiro do O Nevoeiro me deixou bastante agoniado, mas nada como antigamente quando eu jurava que o Jason estava em cima da minha casa. Com Carrie, A Estranha eu revivi essa sensação de medo e tomei um dos maiores sustos que eu lembro de ter tomado assistindo um filme.

Como o subtítulo nacional sugere, Carrie (Sissy Spacek) é uma menina estranha. Reprimida por uma mãe que é uma fanática religiosa, Carrie não tem habilidade para fazer amizades e sofre na mão das meninas da escola, que constantemente abusam dela. Depois de mais um capítulo desses abusos, quando Carrie é hostilizada por ter tido sua primeira menstruação no vestiário feminino, uma professora resolve punir as alunas envolvidas com atividades após o término das aulas. Uma das alunas arrepende-se e resolve ajudar Carrie convencendo um garoto a convidá-la para o baile de formatura. Outra menina decide vingar-se de Carrie pelo castigo e, junto com o namorado (John Travolta), arma uma armadilha para humilhar Carrie durante a festa. O que ela não sabia é que Carrie começava a perceber que possuia a habilidade de mover certos objetos …

Em filmes de bullying, principalmente naqueles onde os agressores são aqueles colegiais americanos nojentos, é normal que a gente torça para que o agredido vingue-se no final. Em Carrie, A Estranha, dirigido pelo Brian DePalma (Scarface, Os Intocáveis) esse sentimento é levado até as últimas consequências, a gente simplesmente quer que o cão saia lá das profundezas do inferno e queime todo mundo. O que acontece no baile e, principalmente, o que acontece depois dele como consequência é muito, MUITO perturbador. Quanto ao susto que eu levei, a cena é extremamente batida vista hoje em dia porque já foi copiada a exaustão em outros filmes, mas na hora eu já estava tão impressionado com o que tinha acontecido que foi impossível não assustar. Carrie, A Estranha mistura perfeitamente aquele clima legal de filmes de adolescente com terror psicológico e um visual perturbador, e é isso, exatamente isso, que eu quero quando vejo um filme de terror.

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  1. Assistí esse filme. Realmente quase todos os males são resultado de uma infância com grandes problemas. E o caso do fanatismo religioso da mãe de Carrie..O problema queela teve na infância a acompanha sempre. É um filme assustador porém chama a atenção parao cuidado que devemos ter com nossas crianças.Entretanto ,isso não é uma verdade absoluta. O ser humano é cheio de surpresas. Famílias bem estruturadas, felizes,protetoras nem sempre garantem vitória. Quanto ao bullyng naõ é privilégio de “americanos nojentos” pois ele já está no Brasil.Em São Paulo temos muitos casos.Não se nós copiamos ou o “virus”nos contagiou. Um abraço

  2. Thamires: tu tem que levar em consideração que é um filme da década de 70, o próprio conceito de terror era diferente do que a gente ta acostumado hoje em dia. O que especificamente tu não entendeu?

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