M, O Vampiro de Dusseldorf (1931)

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Um dia eu li um texto no Delfos em que o colunista comentava algumas de suas experiências na faculdade de cinema. Ele citava o Encouraçado Potemkim, de 1925, como um exemplo de filme clássico que ele detestava assistir mesmo sabendo de toda a importância que a obra tem dentro da história do cinema, principalmente devido as mudanças na linguagem cinematográfica (fotografia, aúdio, narrativa, técnicas de interpretação) que ocorreram durante os anos. Melhor reconhecer o anacronismo do que ser hipócrita, filmes antigos são vistos com um olhar diferente e reconhecer os méritos de um trabalho inovador não está necessariamente ligado a gostar do que é visto.

M, O Vampiro de Dusseldorf é um filme preto e branco alemão de 1931 3 HIT COMBO. A história é sobre um serial killer que mata crianças. O pânico provocado pelos assassinatos obriga a polícia a iniciar uma intensa investigação para prender o culpado. Quando a polícia intensifica a vigilância e “prejudica” a vida dos criminosos da cidade, eles unem-se para encontrar o assassino.

Segundo o amigo que me indicou o filme, a musiquinha que o assassino assobia antes de cometer os assassinatos (In The Hall of The Mountain King, do Edvard Grieg, tema que eu conhecia da abertura do Inspetor Bugiganga) representa uma novidade no discurso cinematográfico, aquilo de tu ouvir a música e já saber que algo vai acontecer, mais ou menos a mesma coisa que acontece no Scarface do Brian DePalma quando mexem com a irmã do Tony Montana (Al Pacino). Essas inovações, a discussão moral que o filme faz a respeito do crime (a cena final é fantástica) e a história interessante fazem de M um filme inquestionavelmente importante, que todo mundo que se interessa por cinema deveria assistir. No entanto, minha experiência com ele foi mais válida para agregar conhecimento do que pela diversão em si. Ninguém começa a gostar de rock escutando Deep Purple.

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  1. A primeira banda de rock que eu escutei foi Deep Purple, e esse filme estava no 1º Cheque filme que comprei quando a 7ª Arte ainda existia. Sua teoria está furada.

  2. Pingback: Acossado (1960) | Já viu esse?

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