As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)

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Demorei um pouco para entender a “pegada” da obra do C. S. Lewis. Fui assistir o Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa esperando o épico de fantasia que viria para satisfazer os exigentes fãs do gênero que ficaram meio órfãos depois que a trilogia do O Senhor dos Anéis chegou ao fim. Nárnia (e falo dos filmes, não conheço os livros) tem bons personagens e um mundo fantástico, mas é claramente voltado para as crianças/adolescentes. Depois que eu entendi isso, consegui olhar com mais carinho para o primeiro filme (apesar de ainda achar que tudo nele acontece muito rápido, principalmente a batalha final) e gostei bastante do Príncipe Caspian, principalmente porque o amadurecimento dos personagens resultou em batalhas mais violentas.

Sabendo que a Disney pulou fora da produção do terceiro filme e contando com a tendência um pouco mais “dark” do Príncipe Caspian, eu esperava que o novo Nárnia fosse ainda mais adulto. Expectativas, sempre as expectativas… A Viagem do Peregrino da Alvorada começa com Edmundo e Lúcia voltando para Nárnia acompanhados do chatíssimo primo Eustáquio. Eles sobem à bordo do Peregrino da Alvorada, navio comandado pelo Príncipe Caspian e ficam sabendo que uma espécie de nevoeiro maligno está ameaçando o mundo de Nárnia. Eles devem encontrar as espadas de sete antigos fidalgos para restabelecer a paz.

Aqui é necessário dizer novamente que eu não li o livro então não sei o quão bem explicada essa história é na obra do Lewis, mas no filme ficou simplesmente muito capenga. Mesmo entendendo o uso de metáforas para falar do cristianismo e da luta do bem contra o mal, é difícil curtir um filme onde o inimigo é um nevoeiro que será vencido quando sete espadas forem reunidas. Deixando de lado as lutas grandiosas do primeiro filme e focando mais na aventura, A Viagem do Peregrino da Alvorada fica devendo muito à seus antecessores, o clímax do filme é decepcionante e até os efeitos especiais deixam um pouco a desejar. Espero que sigam com a série mas que o Aslan e o Pedro voltem para chutar algumas bundas em batalhas grandiosas contra um inimigo mais elaborado no próximo filme.

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  1. Acabei de sair do cinema e assistir ao filme. Concordo plenamente com vc sobre a falta de climax e de batalhas quase que desesperadas como houve nos anteriores. As metáforas em relação ao cristianimos eu não me chateram nos anteriores, mas nesse achei muito pobre, explícita e entendiante até.
    Achei ruim também o fato de Pedro não voltar a Narnia,e sim aquele pé no saco do seu primo que como os americanos dizem não tem “the guts” nenhum.
    Esperava muito mais e me frustei com o enredo e os personagens, mas para mim o mundo de narnia ainda é colírio para os olhos e uma confortável fuga da realidade.
    Grande abraço

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