Psicose (1960)

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Psicose é grandioso demais para qualquer comentário que eu possa fazer. Todo mundo já assistiu, todo mundo conhece a cena do chuveiro, é o filme mais conhecido da monstruosa filmografia do Alfred Hitchcock e não é necessário procurar muito para encontrar alguém ou alguma lista que o considere o melhor filme de terror de todos os tempos.

O que eu mais gosto nos filmes considerados “clássicos” é que dificilmente eles não correspondem a fama que tem e que, felizmente, eles são muitos, leva uma vida inteira para assistir todos. Outra coisa que me chama a atenção sobre os clássicos é que muitas vezes conhecemos o nome do filme e várias de suas cenas, mas não fazemos a mínima idéia da história que é contada (pra citar um exemplo, eu tinha uma idéia completamente errada do … E o Vento Levou). Psicose é sobre uma mulher que, insatisfeita com a vida que leva, decide fugir levando 40.000 dólares do escritório onde ela trabalha. Na fuga, ela desperta a atenção da polícia e procura abrigo em um motel (nunca é demais lembrar que, nos EUA, motel tem uma conotação diferente, é como se fosse um hotel mais barato), local onde a história tomará rumos totalmente inesperados principalmente para os padrões cinematográficos da época.

Antes de chegar no motel o filme já é ótimo, a cena da personagem dirigindo a noite é simplesmente magnífica. Depois que ela chega no motel e conhece o proprietário Norman Bates, Psicose passa a um nível que não pode ser explicado ou comentado sem uma quantidade absurda de elogios. A interpretação do Anthony Perkins para o Norman Bates é sensacional, a clássica cena do chuveiro deixa a gente agoniado e impotente pela forma brusca que ela é inserida no filme, a imagem do casarão ao fundo do motel dá frio na barriga só de lembrar e o final, ah meus amigos, aquele final! Psicose termina com uma revelação chocante, não só pelo conteúdo, mas pela forma magnífica que ela é apresentada (aquela luz girando no teto tirou o meu sono). Quarto filme do Hitchcock que eu assisto, quarto filme genial. Saber que tem no mínimo mais uns 40 filmes dele para assistir me deixa extremamente feliz.

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