Viagem ao Mundo da Alucinação (1967)

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Esses dias eu vi em um jornalzinho da Folha Universal um título enorme de uma matéria que pedia para os pais tomarem cuidado com o “MP3”. Tomado pela curiosidade eu li a matéria e descobri que Edir Macedo e cia não tem nada contra o formato, mas sim contra algumas músicas que estão sendo feitas com a promessa de, se ouvidas continuamente e com concentração, simularem o efeito de algumas drogas. Viagem ao Mundo da Alucinação foi feito em 1967 com a mesma premissa, simular o efeito de uma droga, no caso o LSD.

O roteiro (de autoria do Jack Nicholson!) vai direto ao ponto: um empresário (Peter Fonda) está passando por problemas pessoais e procura a ajuda de um amigo para conduzí-lo em sua primeira “viagem” com o LSD. Ele toma a droga (aqui está no formato de cápsula) e então TUDO perde forma e lógica. O empresário transita por vários cenários (que mudam o tempo todo) e vê várias coisas aparentemente desconexas, desde uns cavaleiros que parecem ter saído direto do O Sétimo Selo do Bergman até um anão irlandês.  DORGAS RIAR RIAR HI HI HI

No começo é exibido um aviso de tom moralista sobre o uso da droga, falando que muitas pessoas foram hospitalizadas pelo uso e que o consumo dela deve ser uma preocupação de todos. O aviso, assim como aquele do início do Frankenstein, serve apenas para deixar a pessoa mais curiosa. Só que digamos a verdade: a única coisa que esse filme faz tu sentir é sono. As várias imagens psicodélicas que são constantemente exibidas e os diálogos “viajados” só devem fazer sentido se a pessoa já estiver em um estado alterado de consciência, de resto é muito cansativo. O diálogo entre o Peter Fonda e o Dennis Hopper (que logo depois uniriam forças para fazer o Sem Destino) é particularmente bizarro e dá o tom do filme: pessoas conversando sobre nada, não fazendo nada de concreto e andando por lugares estranhos. Alguns efeitos usados para criarem esse mundo são realmente legais, mas em todos os outros aspectos, assim como pode ser dito a respeito das drogas, é melhor passar longe.

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  1. Grande Lucian. Vou procurar esse filme hoje mesmo. Deu vontade de ver. Tudo o que se diz respeito à LSD me dá curiosidade, sabe como é, a velha ideologia do “Drop out” de Thimothy Leary e “On the road” de Jack Keroack. Valeu pela dica! Abraço

  2. Esse On the Road do Kerouak deve chegar nos cinemas pelas mãos do Walter Salles. E se tu tem interesse pelo assunto é certeza que tu curtirá, visualmente o filme é impecável na retratação das alucinações. Valeu pelo comentário, abraço

  3. Pingback: Na Mira da Morte (1968) « Já viu esse?

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